“A história se repete, é nosso dever transformar”

O Ano de 2007 foi marcado pela reorganização do movimento estudantil em várias universidades. No Brasil foram realizadas mais de 20 ocupações. Na França houve 42 ocupações simultâneas. A pauta: a defesa do ensino de qualidade. Depois de reflexões, @s estudantes perceberam que já não basta lutar pela “público, gratuita e de qualidade”, é necessário mudar o foco da produção de conhecimento desenvolvido nas universidades. Como escreveu Maurício Tragtenberg, “A não preocupação com as finalidades sociais do conhecimento produzido se constitui em fator de ‘delinqüência acadêmica’ ou da ‘traição intelectual’”. André Caribé nos lembra em seu “Ensaio para uma Universidade Popular”, que o movimento estudantil não é a vanguarda, mas parte dela. Ao perceber isso temos que ter claro que as lutas pela educação e a própria construção do conhecimento devem ser feitas junto com o povo. Ao não nos colocarmos ao lado dos trabalhadores corremos o risco de sermos meros “militont@s”, que organizam reuniões e encontros, servindo para encontrar amigos e estabelecer futuros contatos profissionais. Muita mediocridade se for realmente esse o objetivo.
Para que servem e serviram as ocupações?
Sem querer resumir o que é uma ocupação e toda a subjetividade que ela carrega, podemos verificar que elas foram verdadeiros pólos aglutinadores não só dos que querem uma educação de qualidade, mas que lutam por outro projeto de sociedade.
Em 2008, comemoramos 40 anos do Maio francês de 68, considerado o maior levante popular do século XX. É assim considerado, pois envolveu setores e toda a sociedade francesa, mais de 10 milhões de trabalhadores pararam. Tudo isso começou com greves e ocupações estudantis.
Uma frase que deve estar sempre presente no nosso cotidiano é aquela que era encontrada nos muros de 1968: “Sejamos realistas, exijamos o impossível”.
O ano de 2008 promete, não só pelas comemorações de 40 anos do Maio de 68, mas por ter o ME várias perguntas para responder:
I. Para quem produzimos conhecimento?
II. Estamos realmente produzindo conhecimento e lutando ao lado do povo ou
sendo “militont@s”?
III. A forma clássica de ser esquerda possibilita a participação de tod@s? Dá
voz a tod@S?
Quando o impossível se torna cotidiano, ai é revolução
Ernesto Guevara.
Para entrar no assunto recomenda-se:
CARIBÉ,D. Ensaio sobre a Universidade Popular. Disponível em:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/01/408104.shtml
TRAGTENBERG, M. A Delinquência Acadêmica. Disponível em:
http://www.espacoacademico.com.br/014/14mtrag1990.htm
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