Congresso Científico Brasileiro dos Estudantes de Farmácia (CCBEF)

O Congresso Científico Brasileiro dos Estudantes de Farmácia (CCBEF) é a atividade do ENEF voltada para a ciência. Essa apresentação básica já traz por si só alguns questionamentos primordiais. Pensemos inicialmente no mais essencial: o que diz respeito à ciência e à atividade propriamente dita. Que ciência é essa? Como montar essa atividade? Para compreendermos as questões que se colocam (e que já são bastante complexas), precisamos de referenciais. Os autores utilizados como referencia para a elaboração do projeto apresentado pelo DAFF-UFRGS nos dois últimos CoNEEFs  nesta lista são Edgar Morin e Paulo Freire. Ambos têm como uma das principais bases de suas obras o Marxismo. Desta forma, a contextualizaçã o da ciência e sua relação com a sociedade norteia este projeto. O conceito de complexidade, segundo Edgar Morin, nos demonstra que os conhecimentos sobre um objeto são conhecimentos mutilados se não estiverem articulados com o conhecimento dos sujeitos que estudam esse objeto. Isso já nos dá base para iniciar uma resposta à primeira pergunta colocada acima: só podemos compreender a complexidade da ciência se estudarmos também os sujeitos que fazem essa ciência na nossa sociedade. Nós, estudantes de Farmácia, somos uma das categorias desses sujeitos que fazem ciência. Ou seja, não basta olhar para a ciência, precisamos também refletir e discutir sobre o que nós estamos fazendo. Fazendo como? Com autonomia ou só reproduzindo? Aí entra o conceito de autonomia educacional do Paulo Freire: quem se limita a reproduzir, não (se) emancipa, não cria, não transforma. Para o CCBEF, portanto, não deveríamos simplesmente reproduzir um modelo importado de congressos ou salões de iniciação científica, mas criar uma atividade que contemple as relações ciência-estudante de Farmácia/estudante de Farmácia-ciência que ocorrem na nossa sociedade. Desta forma, o objetivo geral desta proposta é que os estudantes apresentem, reflitam e discutam sobre o seu fazer ciência na sociedade brasileira. Para tanto, as atividades a serem realizadas devem ser construídas primordialmente pelos próprios estudantes.

Retirado do e-mail do companheiro Antônio – UFRGS com modificações

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