Convocatória ENEF 2015

A Coordenação Nacional da Executiva Nacional de Estudantes de Farmácia (ENEFAR), vem convocar xs estudantes de farmácia de todo o Brasil para participarem do XXXVIII ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FARMÁCIA (ENEF). O evento acontecerá no período de 25 de Julho a 01 de Agosto de 2015, na cidade de Teresina-PI, tendo por escola sede, a Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Esperamos todxs em Teresina!

link da convocatória: https://docs.google.com/file/d/0B53vIo5I9vYHU0hKbXJYYVRhRU0/edit

Coordenação Nacional visita escolas de SP, SC e RS


As estudantes Júlia e Ana Carolina, da coordenação nacional, estiveram em algumas das escolas de São Paulo e Santa Catarina no início de março. O objetivo das visitas foi de apresentar a ENEFAR para os/as estudantes, principalmente dos Centros e Diretórios Acadêmicos. As escolas do estado de São Paulo já foram muito atuantes no Movimento Estudantil de Farmácia nacional, mas atualmente estão um pouco ausentes. Passando pelas escolas, perceberam o quanto os Centros e Diretórios Acadêmicos atuam nas suas Universidades. Passamos por USP (São Paulo/SP), Unifesp (Diadema/SP), Faculdades Oswaldo Cruz (São Paulo/SP), Unicamp (Campinas/SP), Unesp (Araraquara/SP), USP (Ribeirão Preto/SP), Univille (Joinville/SC), Univali (Itajaí/SC). Conheceram o espaço físico das faculdades de farmácia e conversaram com os membros dos centros e diretórios acadêmicos, e em alguns lugares também com outros/outras estudantes do curso.

No final de março, Júlia também visitou, no Rio Grande do Sul, a URI-campus Santiago, a UFSM e a UNIFRA (Santa Maria) e a UNISC (Santa Cruz do Sul).

Na USP-São Paulo, conversamos com o pessoal do CAFB (Centro Acadêmico de Farmácia e Bioquímica da Universidade de São Paulo) e ainda visitamos a Farmácia-Escola, onde há acompanhamento para pacientes com câncer de próstata (com consultórios farmacêuticos nos quais o profissional Continuar lendo

Seminário Online: A ATUAL CRISE E O FINANCIAMENTO DA SAÚDE – COMO ISSO AFETA O SUS?

seminarioO GET – Grupo de Estudo Temático – Contra as Privatizações está organizando o seminário online “A atual crise e o financiamento da saúde – como isto afeta o SUS?”.O seminário servirá como uma preparação para o V Seminário da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde. Que acontecerá no próximo fim de semana (dias 27, 28 e 29) na capital do Rio de Janeiro.

Entre os temas abordados estão a crise do capitalismo e suas consequências na mudança da concepção de saúde, os processos de privatizações, o desmonte do Sistema Único de Saúde e dos direitos sociais, bem como a recente permissão da entrada do capital estrangeiro na saúde.

Link do evento do facebook: https://www.facebook.com/events/872124249512234/

 

Nota de elucidação sobre o movimento de greves e luta popular no Paraná

Articulação Regional da EREFAR Sul

       A educação pública no estado do Paraná passa por uma grave crise. Esta situação é fruto de uma sequência de governos, nos quais a educação nunca foi colocada como prioridade, e que com a adoção de politicas neoliberais realizaram um grande desmonte das políticas públicas. Desde o início do governo Beto Richa (PSDB), observou-se um aumento na arrecadação de receitas do estado, entretanto sofremos uma grave crise orçamentária. Durante os últimos anos observamos com frequência a incapacidade do governo do estado em pagar seus fornecedores, de realizar investimentos e garantir à população serviços públicos de qualidade.

       Nos últimos anos foi frequente a falta de medicamentos nos hospitais regionais, atrasos de salários dos servidores públicos, luz, internet e telefone de prédios públicos sendo cortados por falta de pagamento, carros públicos sem gasolina (como da PM), paralisação em obras, falta de merenda nas escolas, precarização do ensino, pesquisa e extensão e o desmonte da Assistência Estudantil nas Universidades Estaduais. Ao mesmo tempo, cargos comissionados com grandes salários foram criados, aumentaram-se o salários de parlamentares, os gastos com propagandas governamentais subiram, além da criação de benefícios como o auxílio moradia no valor de cerca de 4 mil reais mensais para juízes.

       No último governo Beto Richa, na área da saúde, foi criada a Fundação Estatal de Atenção à Saúde do Paraná (FUNEAS), iniciativa semelhante a adotada pelo PT a nível nacional com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Estes projetos seguem as diretrizes propostas pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional, reforçando o modelo mercadológico/privatista da saúde. Esta fundação estatal de direito privado é a nova responsável pela gestão da saúde estadual e pela contratação de novos profissionais da saúde. Além de fazer parte de um projeto de desmonte do Sistema Único de Saúde, ela representa um grave ataque ao Controle Social em Saúde e aos direitos trabalhistas, já que os novos trabalhadores da saúde não serão funcionários públicos, mas contratados via regime CLT por esta fundação.
A situação das universidades estaduais também é problemática. Os constantes cortes de verbas e a limitação de abertura de novos concursos têm gerado a precarização do ensino, da pesquisa e extensão. Além disso, aconteceram diversos retrocessos no campo da assistência estudantil, como atrasos no pagamento das bolsas e fechamento de Restaurantes Universitários. Além disso o governo tenta transferir a gestão de contratação de servidores das universidades para o estado, através da implementação da “meta 4”. Com isto, a abertura de concursos só acontecerá com a autorização da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, tirando a autonomia das universidades sobre as contratações.

       No último dia 4, o governo do estado encaminhou a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) as mensagens de lei 01/2015 e 02/2015 que propunham diversas medidas, para reduzir o gasto do estado e aumentar a arrecadação. Algumas das medidas representavam a retirada de diversos direitos conquistados pelos servidores, como o plano de careiras dos professores da educação basica, direito a ratificações por tempo de serviço, restrição de licenças para especializações, dificultando a educação continuada. O projeto propunha também mudanças no fundo de previdência dos servidores, além de autorizar a utilização de recursos de fundos específicos para outras áreas. Como o governo do estado possui uma ampla base aliada dentro da assembleia legislativa, já demonstrada em outras oportunidades (como o aumento em 40% do IPVA e aumento da taxa de ICMS de 12% para 18% em mais de 95 mil produtos, no fim do ano passado), era improvável que os deputados votassem contra estas novas propostas.

       A apresentação destes projetos de lei somado ao atraso do pagamento do salário de férias dos servidores e o estado de precarização dos serviços públicos foi o estopim para a deflagração de greve entre os professores e funcionários da educação básica, servidores da saúde, das universidades estaduais (UEL, UEM, UEPG, UNESPAR, UNIOESTE, UENP, UNICENTRO) e dos agentes penitenciários.

       Desde de 9 de fevereiro, dia de inicio da greve dos professores da educação básica, um movimento onde a APP sindicato (sindicato dos trabalhadores da educação estadual) teve destaque levou a frente da Assembleia Legislativa do Paraná milhares de pessoas, que acamparam em frente ao local. No dia 10 de fevereiro, os projetos de lei do “pacotaço de maldades” entrou em pauta na ALEP. Ao inicio da sessão, alguns deputados apresentaram um pedido para instalação da “Comissão Geral”, instrumento existente apenas na Assembleia Legislativa do Paraná, para que os projetos pudessem ser aprovados sem debates e mais rapidamente que o tempo de tramitação normal. Após a aprovação da instalação da Comissão Geral, os manifestantes forçaram entrada na ALEP, e logo depois ocuparam o plenário da casa, impedindo a continuação da sessão.
Para impedir que uma nova sessão fosse convocada e os projetos fossem aprovados a ocupação foi mantida. Mesmo com a ocupação do plenário, alguns locais da ALEP não podiam ser acessados, e a policia militar estava presente no interior da ocupação. No início do dia 11 a direção da APP sindicato recebeu um pedido de reintegração de pose, mas após negociações com os deputados houve a garantia de não haveria reintegração. Durante este dia os deputados realizaram uma reunião, para encontrar um modo de realizar a sessão. A solução encontrada foi realizar a sessão em um prédio anexo a ALEP.

       Já no inicio do dia 12 de fevereiro, o movimento ocupava todos os acessos ao prédio da ALEP e seus anexos, além de manter a ocupação do plenário, para impedir a entrada dos deputados e a realização da sessão. Neste momento o movimento contava com o apoio de mais de 30 mil pessoas. Entretanto, com auxílio de um carro forte da tropa de CHOQUE os deputados conseguiram acessar o prédio. Para isso a Policia Militar cercou parte da grade e a derrubou, para criar um novo acesso. Como a direção da APP sindicato orientava que o movimento não oferecesse resistência, deixando a Policia Militar acessar a ALEP quando necessário, o numero de policias era muito alto e contavam com blindados, cães e diversos instrumentos para a repressão dentro e fora da sede da Assembléia. Com isto a sessão pôde ser instaurada.

       Mas apesar de tudo, os trabalhadores seguiram com a postura de luta. Após novamente abrir caminhos e entrar no estacionamento da ALEP, os trabalhadores enfrentaram a policia, rompendo o cordão de isolamento e cercando o prédio onde estavam os deputados. A sessão foi suspensa e o governo do estado retirou a proposta.
Em um comunicado oficial, produzido pelo governo do estado, o governador Beto Richa rechaçou as manifestações alegando que os responsáveis pela ocupação eram “baderneiros infiltrados”. Segundo Richa “os projetos de lei foram retirados de pauta para reexame e para preservar a segurança e a integridade física de deputados e servidores públicos”, já deixando claro que as mediadas serão novamente propostas.

       A retirada dos projetos é uma importante vitória, ainda que parcial. Este é um exemplo dado a população do Paraná que é possível resistir ao retrocesso, com a luta organizada dos trabalhadores. Ainda é necessário avançar em diversas pautas, colocando de vez um fim aos projetos do governo. A Articulação Regional da EREFAR SUL convida todxs xs estudantes a se somarem a esta luta, contra as medidas de austeridade do governo do estado do paraná. Lembramos também da importância da participação de estudantes de farmácia das universidades estaduais do paraná nos processos de mobilização estudantil, como assembleias e comandos de greve.

       A Articulação Regional da EREFAR – Sul reconhece a luta dos Paranaenses e reitera que também estamos presentes nessa luta!

 

Nota no link: http://goo.gl/hxbIRf

Conselho Nacional de Saúde

Começamos, neste mês, a acompanhar as reuniões do Conselho Nacional de Saúde, em Brasília. A reunião ocorreu nos dias 11 e 12 no Ministério da Saúde. Junto com a nova Coordenação Nacional da DENEM (Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina), apresentamos nossas executivas aos Conselheiros presentes. Durante o primeiro dia, discutiu-se o financiamento da saúde, com foco na recém aprovada PEC 358, que faz sérios cortes ao orçamento da saúde. Nós estudantes nos posicionamos contrários à PEC, mas, principalmente, à entrada do capital estrangeiro na saúde. O Conselho aprovou que faria uma nota contrária à PEC 358. Depois seguiu nas discussões sobre a XXV Conferência Nacional de Saúde, ao tocante da divulgação e, em seguida, o esboço da nota foi lido à todxs, alterada por alguns Conselheiros e aprovada. http://conselho.saude.gov.br/ultimas_noticias/2015/docs/CNS_PEC_358.pdf.

Seguiu-se com a discussão sobre o regimento da XXV Conferência, que terminou de ser feito no dia seguinte. Também no dia seguinte, contamos com a presença do Ministro Arthur Chioro. Ele reiterou a posição clara do Governo, favorável à PEC e disse que a PEC seria vantajosa ao SUS, pois com o corte, traria a certeza do uso do orçamento em saúde dos estados e munincipios brasileiros. Ao fim do dia, foi analisado alguns pareceres da Comissão Intersetorial de Recurso Humanos (CIRH) em relação a abertura de cursos de saúde em faculdades brasileiras e fechado o regimento da XV Conferência Nacional de Saúde.CNS